Grupo do Risco

Uma associação sem fins lucrativos

 

O Grupo do Risco é uma associação sem fins lucrativos de artista profissionais e amadores (ilustradores, designers, escultores, fotógrafos) que visa promover e divulgar valores ambientais através da utilização de uma variedade de formas artísticas que incluem o desenho e a pintura, normalmente num diário gráfico, mas também fotografia e video.

 

O Grupo do Risco organiza visitas a áreas protegidas e a outros ambientes com interesse convervacionista, normalmente apoiadas por autoridades locais e organizações culturais. Cada visita, de 1 a 2 semanas, decorre sob a forma de residência artística durante a qual os membros do grupo interpretam individualmente (e, por vezes, coletivamente) o ambiente natural e humano utilizando os seus meios artísticos específicos. Os resultados das residências são depois utilizados para criar exposições e publicar livros sobre estas áreas.

 

Todo o trabalho criativo dos membros do Grupo do Risco é pro bono ou voluntário.

 

A designação “Grupo do Risco” surge como homenagem à Casa do Risco do Real Museo e Jardim Botanico da Ajuda, primeiro estabelecimento português vocacionado para a prática do desenho de história natural, no qual se formaram os “riscadores” (desenhadores) das viagens philosophicas ultramarinas realizadas no último quartel do séc. XVIII. O desafio enfrentado por aqueles exploradores era a descoberta e o relato de um mundo natural totalmente novo para a sociedade europeia da época, utilizando como técnicas de registo o desenho e a cor. Actualmente, muitos dos mistérios do mundo natural estão já identificados, ainda que muitos não estejam totalmente compreendidos. No entanto, ironicamente, os ecossistemas inalterados e selvagens parecem por vezes tão remotos agora como no século XVIII, não porque estejam longe, mas porque estão cada vez mais reduzidos no seu âmbito geográfico pelo domínio humano dos ecossistemas da Terra.

 

O desafio que o Grupo do Risco assume não é o de relatar um mundo novo mas o de mostrar, utilizando técnicas actuais de registo e comunicação, uma realidade cada vez mais rara. O que esperamos é que o nosso trabalho contribua para o conhecimento e para a valorização destes mundos naturais, e que ajude a consolidar uma opinião pública favorável à sua preservação.